Breves

As músicas gravadas são uma demonstração do trabalho que Thaís Duran faz nos bares da capital, interior e litoral de São Paulo. Seu cd está sendo produzido, com composições próprias e algumas releituras de grandes artistas da MPB

Minha vida
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Escrito por Thaís Duran   
Ter, 30 de Junho de 2009 12:03

 

Revelação da noite paulistana, Thaís Duran tem tudo para fazer parte do primeiro time das interpretes femininas da MPB.

Por César Alves

Estrela de luz própria, a cantora e compositora apresenta seu show e prepara lançamento de seu CD de estréia.

A safra atual de nossa MPB aponta o domínio das interpretes femininas. Definitivamente, elas estão no poder! O que não é novidade, já que este país sempre foi fértil em revelar divas da canção. Historicamente, elas podem ser dividas em dois grupos. Aquele formado pelas cantoras de sucesso fugaz. Quase moldadas nos departamentos de marketing das gravadoras, prontas para tocar no rádio. Nestas, o sex appeal conta mais que o talento e pernas torneadas e seios fartos são acessórios mais notórios que uma bela voz.

 

O segundo grupo merece mais atenção, já que é formado por cantoras que nascem para fazer história. Pedras preciosas, lapidadas para dar brilho à nossa música, estas não surgem com muita freqüência. Aqui, podemos citar Maria Bethânea, Maysa, Elis e Gal Costa, entre outras. Revelação da noite paulista, Thaís Duran tem tudo para fazer parte deste time. Dona de uma voz singular, tem chamado atenção por sua desenvoltura em interpretar os mais diversos gêneros da música popular contemporânea, indo do samba ao jazz, do rock ao pop, e o que mais vier. Mas sua principal característica é dar luz própria a cada interpretação. Algo como as pinceladas de Van Gogh. Imprime características próprias e deixa sua marca a cada apresentação. Isso se chama autenticidade e, num momento em que se valoriza a repetição, são poucas a cantoras com tal talento. Não importa se canta um clássico ou um pop rock contemporâneo, Thaís Duran sempre soa como Thaís Duran, como quem não tem medo de adicionar algo seu a canções por muitos consideradas intocadas. Desta forma, colabora por revitalizar e dar novo fôlego a composições como Lamento Sertanejo, Tanta saudade, A rã ou Chiclete com banana. Além do mais, Thaís é compositora de mão cheia. Compôs, ao lado de Rodrigo Mazza, Quessamba e Versos Astrais, desta feita ao lado de Marcelo Sanches. Suas composições valorizam a tradição melódica de nossa música popular, mas com características modernizantes, reconhece o valor das raízes do samba e do jazz, mas não tem medo de adicionar características contemporâneas à sua música. Coisa de quem traz a pesquisa musical nas entranhas, já que Thaís se relaciona com música desde a infância quando começou a ter aulas de piano aos sete anos de idade.

 

Ao vivo, Thaís Duran tem se mostrado uma revelação na arte da performance. Seus shows costumam promover um verdadeiro matrimônio entre artista e espectador, num casamento perfeito com seu público. A escolha do repertório, muito bem cuidado, como a escolha dos músicos que a acompanham reforçam o poder de suas apresentações. Em seu time jogam músicos que somam talento a experiência, como o guitarrista Lanny Gordin, um dos melhores do país, conhecido por seus serviços prestados ao lado de Gal Costa e Hermeto Paschoal, entre outros. Mas também revelações como Marcelo Sanches (Guitarra), integrante da banda instrumental Freetools, e Douglas Las Casas (Bateria e percussão). Mas o potencial da artista está na capacidade de entrega à interpretação, num jogo que une lirismo vocal a expressividade corporal, quase fazendo de seu corpo também um instrumento. Desta feita, suas apresentações são marcantes, seja acompanhada por uma banda ou apenas pelo clássico banquinho e violão.

 

Estrela nascida para brilhar, não resta dúvida de que Thaís Duran veio para ficar.

www.myspace.com/thaduran

 

Última atualização em Sáb, 26 de Setembro de 2009 20:21
 
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